agosto 2011

Sr. Trapunto

Por Sula em 21 de agosto de 2011

em Variados

CASO SÉRIO…

Diretamente do divã do psicanalista:

“ – Então, Sr. Trapunto, o que posso fazer pelo senhor?”

- Eu vou lhe contar tudo, desde o início…

Quiltéria, minha mulher, sempre gostou de artesanato. Adorava freqüentar feirinhas,
comprava coisas pra alegrar a casa, até fazia um bordado de ponto cruz de vez em quando. Um dia, uma amiga que tinha chegado dos Estados Unidos trouxe uma revista. Uma simples revista. Inofensiva. Pelo menos, era o que eu pensava…

Já estávamos casados há alguns anos, dois filhos, tudo ia bem na nossa vida. Mas aquela revista… Era uma revista de decoração em estilo country. Quiltéria ficou encantada com umas colchas e falou:

” – Nossa! Que lindo isso!! Será que é difícil de fazer?”

E a amiga disse:

” – Acho que não. Olha só, aqui no final da revista tem uns moldes e umas explicações. Eu te empresto a revista e você tenta.”

Ela deixou a revista num canto e ficou se enrolando uns tempos. Até que vieram as férias e ela reclamou que estava sem saber o que fazer nos dias que passaríamos na praia. E eu sugeri:

” – Por que você não tenta aqueles trabalhos da revista que a sua amiga te emprestou? Faz semanas que está aí. Se não for pra fazer é melhor devolver.”

Quando penso que EU sugeri! Não consigo me conformar…

Ela saiu, comprou uns panos e, no final de uma tarde, tinha um pegador de panelas pronto. Me mostrou, orgulhosa do resultado e eu incentivei. EU INCENTIVEI!!!
Mesmo não entendendo nada de costura dava pra ver que não tinha ficado lá essas coisas,
e a confirmação veio quando, na primeira lavada, o negócio praticamente se desintegrou. Mas ela estava empolgada e já tinha descoberto um curso numa loja de tecidos. O curso durava oito semanas, só que ela convenceu a professora de que não poderia, por causa do trabalho, fazer nesse prazo. Precisava fazer em quatro, já que seria só pra ter as bases mesmo, era só um hobby, não era?

Foi aos poucos. Eu nem percebi. Hoje eu olho pra trás e tento identificar o momento em que tudo começou, mas não consigo… No começo foi legal, ela estava empolgada, alegre. Logo terminou uma manta, “um sampler”, ela disse. Comecei a ouvir as conversas dela pelo telefone com as amigas e vi que era uma linguagem incompreensível pra mim:

” – Oi! Terminei meu quillow! Sério. Não, quiltado à mão! Juro! Uns blocos em foundation outros em apliqué, com as bordas mittered. É verdade! Tô tão orgulhosa… Agora estou aqui pensando se faço uma colcha em Baltimore ou um panô em Bargello. O que você acha?”

Quillow? Quilt? Foundation? Bargello? Baltimore, pra mim sempre fora uma cidade dos Estados Unidos, mas, aparentemente, eu estava enganado.
Nossa comunicação estava começando a ficar difícil. Mas o pior nem era isso… O problema era a invasão silenciosa da nossa casa. Aos poucos começamos a encontrar tecidos, livros, e todo tipo de material de costura em todos os cantos. Sentar no sofá era um perigo! Ser picado por uma agulha era o mínimo que podia acontecer. Isso, claro, quando a gente conseguia um espaço pra sentar. Geralmente tudo estava tomado pelo estojo de costura, o bastidor e a colcha King Size que ela estava quiltando.

Andar descalço era uma temeridade. Alfinetes malignos e mal intencionados insistiam em chamar a atenção para o fato de estarem caídos pelo chão e pediam pra serem levados pra caixinha usando, pra isso, de meios sórdidos como se enfiarem nos nossos calcanhares que doíam pra caramba! Nem Aquiles suportou um ataque covarde no calcanhar, que dirá nossos pobres calcanhares mortais…

A estante foi tomada pelos livros e revistas de patchwork que chegavam dentro de sacolas a cada vez que ela saía e passava numa livraria: “Estava em promoção, olha só!” Mas também pelo correio, com as coisas que ela pedia pela internet. “Você sabia que livros NÃO PAGAM imposto de importação? Não é o máximo?”

Tecidos então… Estavam por tudo. Acho que algum cientista ainda vai descobrir que tecidos têm vida própria e que, ainda por cima, se reproduzem! Afinal, como explicar as vezes em que eu fui buscar uma toalha de banho no escuro e descobri ao acender a luz que era um tecido de florzinhas roxas? Sem contar que, quando ela viu, deu um grito e disse:

” – O QUÊ?! Você não está pensando em se enxugar com meu tecido Debbie Mumm novinho, né?”

Não sei quem é essa Debbie-não-sei-o-quê, mas deve ser alguém muito importante… Muito mais do que eu e nossos filhos, que a essas alturas já não tinham roupas limpas porque os tecidos tomavam conta dos varais. E quando esses acabaram, das portas, das janelas e de onde mais fosse possível pendurar alguma coisa.

” – A gente tem de lavar os tecidos antes de usar pra soltar toda a tinta e encolher tudo o que for necessário, senão o trabalho fica horrível depois.”

Horríveis, na verdade, tinham ficado nossas refeições…

Primeiro, Quiltéria começou a fazer só pratos super rápidos (afinal, tinha ficado costurando até as barrigas roncarem mais alto do que a máquina de costura). Depois começaram os PFs (pratos feitos), já que não tinha nenhum espaço na mesa que não fosse tomado por moldes, tecidos, régua, tesouras, alfinetes, etc., etc., etc. Sobravam exatos 10cm de mesa, suficientes, quando muito, pra colocar um pratinho de sobremesa pra cada um. E ai de quem respingasse uma só gota de qualquer coisa naquilo tudo!

Num domingo, estávamos todos em casa quando, de repente, tocou um despertador. Eu levei um susto! Perguntei porque o despertador estava tocando no meio da tarde e não acreditei na resposta que ela deu sem nem levantar os olhos do EPP que estava fazendo:

” – Ah! É o horário de ir buscar as crianças na escola. Eu coloquei pra despertar pra eu não esquecer… Você sabe, quando eu pego numa costura não vejo a hora passar!”

E tem mais! Nos armários, começaram a aparecer sacolas e mais sacolas. Aliás, as sacolas estavam também na sala, ao lado do sofá, no nosso quarto, ao lado da cama, na área de serviço… Essas sacolas eram um mistério para mim, até que um dia interceptei uma conversa, e vi que a coisa era ainda pior do que eu imaginava!

” – Tô arrasada. Tenhos uns 10 UFOs aqui em casa! Não, ainda não consegui dar um fim naquele da sala, acredita? Só faltam as flores de fuxico e o viés e eu não me animo! Não, não é nem mais um WIP, já é UFO mesmo! O problema é que tem pelo menos uns outros 10 projetos que eu quero começar, mas estou me segurando. Então, menina, tem aquela revista japonesa que tem umas bolsas em chenille que são demais! Mas eu já disse que só pego na bolsa depois de terminar pelo menos aquela aplicação em freezer paper que está me esperando há séculos no quarto!!! Aliás, freezer paper, não! AVBond*Paper! Nacional e muito melhor!!! ”

Dentro das sacolas tinham UFOs?!!! Minha mulher estava recebendo marcianos em casa e ainda fazendo fuxicos com eles? Logo ela, que nunca foi de falar mal da vida de ninguém! Será que ela estava a ponto de ser abduzida?! E que história era aquela de coisa congelada no quarto? Talvez fosse esse tal de WIP, de quem eu nunca ouvi falar! E quem é esse Bond Não-sei-das-quantas?! Será que ela agora também era espiã? E se a polícia baixasse aqui em casa? A NASA, a CIA, o FBI? Já estava até vendo a cena… Helicópteros sobrevoando a casa, as crianças apavoradas num canto e aqueles homens em macacões e capacetes de astronauta entrando na casa, vasculhando tudo e dizendo:

” – Soubemos que a dona desta casa trabalha como espiã e mantém WIPs congelados no quarto, enrolados em papel pra freezer, além de ter UFOs reféns, presos em bolsas de chenille.” (Chenille, o que é isso, meu Deus?!).

E ela, com ar de desdém:

” – Humpft! Esse macacão deles podia pelo menos ter um quiltzinho à máquina!”

Achei que aquilo tudo já estava indo longe demais! Falei com ela, tentei ser compreensivo. Disse que estava sentindo falta dela, de passearmos juntos, só nós dois, propus uma viagem. Ela relutou por uns tempos, mas depois aceitou. Ficou bem feliz com a idéia. Feliz demais, até. Eu devia ter desconfiado… Ela disse que organizaria tudo, que passaríamos 4 dias num lugar bem romântico. Era novembro e nós fomos… pra Gramado!!! Na volta, ela dizia pra todo mundo:

” – Não sei porque ele ficou tão bravo! A gente saiu pra passear todas as noites! E depois, ele reclama tanto que trabalha demais, que está sempre cansado… Quando eu arranjo dias inteiros pra ele ficar de papo pro ar, sem fazer nada, dormindo até tarde, ele acha ruim! Agora, amiga, vou te contar: o festival é TU-DO-DE-BOM!!! ”

Comecei a ficar desesperado! Procurei os maridos das amigas dela e vi que todos estavam na mesma situação. Criamos um grupo de auto-ajuda, e nos reuníamos, enquanto elas quiltavam, pra trocar experiências. As histórias eram escabrosas!

” – Levei minha mulher pra uma viagem à Itália pra ver se ela se desligava um pouco. Quando entramos na Basílica de São Marcos, em Veneza, ela deu um grito e caiu de quatro! Ficou o tempo todo olhando só para o chão. Disse que era uma fonte de inspiração infinita pras colchas dela. Quis tirar foto, era proibido, então ela se ajoelhou e ficou desenhando, tirando os modelos. Todo mundo olhando pras obras de arte, pros mosaicos, e ela ali, copiando o chão! E foi a mesma coisa em todas as outras cidades, Milão, Florença… Eu já não sabia mais o que fazer. Nosso álbum de fotos só tem foto de chão!!! Agora ela só fala em participar de um cruzeiro nas Bahamas. Patchwork em regime de confinamento!”

” – Comigo foi pior! Tinha uma obra perto de casa. Uma nova linha de ônibus. Eles estavam instalando os postes de luz e os tais postes vinham embrulhados em um tipo de feltro, sei lá. Só sei que ela foi até o meio da obra, uma rodovia! E saiu carregando uns 10 metros daquele feltro todo sujo de lama! Eu perguntei: ‘ – E se a polícia te pega roubando material na rua?’ E ela disse: ‘ – Imagine! Eles iam JOGAR FORA! Quer heresia maior do que jogar tecido fora?! E dá uma fibra excelente pra usar nos meus sanduíches!’ Eu fiquei em pânico pensando que a gente ia começar a comer tecido também, mas ela me acalmou dizendo que era outro tipo de sanduíche… ”

” – Isso não é nada! Minha mulher voltou a estudar inglês. Eu fiquei contente porque pensei que, enfim, ela estava le libertando dessa coisa. Nada disso! Ela voltou a estudar inglês pra poder assistir um canal americano de patchwork pela internet! 24 horas por dia! Isso sem falar numa Universidade do Quilt, também americana, também por internet. O que é que eu vou fazer?”, e começou a soluçar.

Os outros maridos, penalizados, ofereceram mais uma cerveja e suspiraram em uníssono! Todos sabiam muito bem o poder da Internet! E agora, depois do tal de Orkut, as coisas tinham piorado! Um deles andou bisbilhotando o perfil da mulher e descobriu que ela agora se autodenominava “Serial Quilter” e que fazia parte de uma comunidade (que ele já estava a ponto de chamar de ‘seita’) chamada (com muita razão, diga-se de passagem) de Patchahólicas Anônimas!!! É o fim!

” – É por isso que eu vim aqui, Doutor. Vim para saber se isso tem cura, se tem alguma coisa que eu possa fazer pela minha mulher!”

O médico era um especialista. Uma das maiores referências nacionais em Psiquiatria. Esse médico era realmente a última esperança de toda a família. Depois de escutar toda a história em silêncio profundo, com os braços cruzados sobre o peito e o olhar grave, o médico apoiou os cotovelos sobre a mesa, respirou fundo e disse:

” – Bem… Por acaso o senhor não poderia me dar o endereço desse grupo de maridos? Minha mulher também faz patchwork!!!!”.
E começou a chorar!

Aqui em casa tá ficando igualzinho, o Edgar é outro Sr. Trapunto, tadinho, kkkkkkkkk

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Tenho recebido pedidos de ponto que ficasse bom para cachecol masculino, acho que este é excelente também para colete ou blusa para homem.

É bem fechado e sem frescura…

Ponto tricô para cachecol masculino

Receita:

Coloquei 37 pontos na agulha nº 4

Usei a lã Brilho (Pingouin)

1ª carr: 1T, *(2M, 2T) duas vezes, 1M, (2T, 2M) duas vezes, 1T*
2ª carr: 1M, *(2T, 2M) duas vezes, 1T, (2M, 2T) duas vezes, 1 M*
3ª carr: igual a 1ª
4ª carr: igual a 2ª
5ª carr: (2T, 2M) duas vezes, *(3T, 2M, 2T, 2M)* até restarem 2 pts. Termine com 2T.
6ª carr: (2M, 2T) duas vezes, *(3M, 2T, 2M, 2T)* até restarem 2 pts. Termine com 2M.
7ª carr: igual a 5ª
8ª carr: igual a 6ª
9ª carr: igual a 2ª
10ª carr: igual a 1ª
11ª carr: igual a 2ª
12ª carr: igual a 1ª
13ª carr: igual a 6ª
14ª carr: igual a 5ª
15ª carr: igual a 6ª
16ª carr: igual a 5ª

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Livro: O Clube do Tricô

Por Sula em 19 de agosto de 2011

em Livro, Tricô

Mais um livro que também tem a ver c/ a arte do tricô.

O Clube do Tricô, de Kate Jacobs, tem um enredo envolvente, parece que fizemos amigas novas.

Quando o estava lendo eu ria, chorava, brigava, aconselhava, meu marido me olhava desconfiado, achando que eu estava exagerando, rsrs.

Também tem dicas de tricô bem bacanas…

Livro O Clube do Tricô

Leiam um pequeno resumo…só tem um problema: vcs vão querer ler o livro todo, um problemão, rsrs

“Georgia Walker é mãe solteira e dona da Walker and Daughter, uma aconchegante lojinha de produtos para tricô situada na sobreloja de um charmoso prédio antigo do Upper West Side.
O que começou como uma série de encomendas de suéteres e cachecóis acabou se tornando a loja-sensação da temporada e a meca de tricoteiras de todas as idades e níveis de habilidade com as agulhas.
Georgia Walker, enfim, é uma história de sucesso em Nova York. A fim de atender as clientes que às vezes estendiam a visita a loja para mostrar o andamento de uma nova peça ou aprender um ponto particularmente difícil, Georgia aceita recebê-las uma vez por semana para aulas de tricô.
As mulheres que aparecem para as reuniões passam a ser atraídas por muito mais que pontos e laçadas.
Dakota, a filha de Georgia e mascote da loja, prepara deliciosos muffins para os encontros.
Anita, a amiga mais velha de Georgia, quase uma mãe, tem a paciência que às vezes lhe falta para ouvir e ensinar.
Outras frequentadoras assíduas, como K.C., Darwin e Lucie, trazem para a mesa seus próprios sonhos e desafios pessoais. Com o tempo, essas mulheres formam um laço, tornando-se grandes amigas.
Quanto tudo parece ir de vento em popa, o passado de Georgia ameaça trazer o caos de volta a sua vida.
James, o homem por quem ela foi perdidamente apaixonada e que a abandonou pra viver com outra mulher em Paris, está de volta!Felizmente, Georgia não está mais sozinha.
Ao dividir seus segredos e angústias, as mulheres que vão até a Walker and Daughter toda sexta à noite descobrem que fizeram desses encontros algo muito maior que um clube.
A loja, um lugar caloroso e acolhedor, tornou-se um lar, e as amigas, uma família.
Para Kate Jacobs, autora do cativante O Clube do Tricô, “todas nós precisamos de um lugar como esse, e de um bando de amigas que estejam conosco para o que der e vier”.

Lindo, envolvente, apaixonante!!

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PAP: pantufa de crochê

Por Sula em 18 de agosto de 2011

em PAP: passo-a-passo, Receitas, Tricô

Só não é um doce de coco porque é laranja, mas pode ser abóbora com coco, rsrs.

Mas gente não é mesmo uma gracinha esta pantufa de crochê?

Pantufa de crochê

Fiz um PAP para vocês. É um modelo para adulto que calça 35/36.

Usei a lã Fama (Pingouin), se não me engano esta lã deixou de ser produzida, é uma pena porque ela é ótima.

Eu ainda tenho alguns novelos dela de várias cores.

A agulha usei a nº 7, bem grossa.

Faça 16 correntes, depois 3 correntes e na mesma corrente de base faça 5 pontos altos, ficarão 6 pontos altos no mesmo buraco, veja na foto…

Pantufa de crochê

Siga com ponto alto em cada correntinha e na outra ponta repita os 6 pontos altos no mesmo lugar, continue a carreira até fechar onde começou, coloque marcadores onde foram feitos os aumentos, começo e fim, para não se perder.

Faça a próxima carreira da mesma forma, onde tem os 6 pontos altos nas pontas faça 2 pontos altos em cada um, ficando assim com 12 pontos altos em cada ponta…

Pantufa de crochê
Na 3ª carreira vão ficar 24 pontos altos em cada ponta.

Está pronta a sola da pantufa.

Pantufa de crochê

Agora faça 1 carreira inteira de pontos altos pegando por trás do ponto alto anterior, ponto sobre ponto, sem nenhum aumento.

Esta carreira ficará em pé, começando a subir o trabalho…

Pantufa de crochê

Conte os 24 pontos e ache o meio deles. Na foto a sola está para cima para se ver melhor a divisão.

Pode tirar os marcadores laterais, só o que nos interessa agora é o centro…

Pantufa de crochê

Na 5ª carreira, 4 correntes para subir e pontos altos duplos, pegando um por trás e um pela frente.

Quando faltar 2 pontos para chegar no meio onde está o marcador, faça os pontos altos duplos, respeitando um por trás e o outro pela frente mas não os feche totalmente, faça assim com 5 pontos, 2 de cada lado do marcador e o do marcador, mais o último ponto que fechou normalmente então serão 6 pontos na agulha…

Pantufa de crochê

Feche os 6 pontos de uma vez só, como é feito o ponto pipoca…

Pantufa de crochê

Continue a carreira até o final…

Pantufa de crochê

A 6ª carreira é do mesmo jeito. Na ponta deixe os 6 pontos na agulha…

Pantufa de crochê

E feche todos juntos…

Pantufa de crochê

Faça igual até a 9ª carreira…

Pantufa de crochê

Daí 1 carreira de pontos altos normais, ponto sobre ponto.

Pantufa de crochê

Nesta carreira de arremate final, faça 1 corrente, 1 ponto baixo, 1 corrente, no próximo 1 ponto alto, 1 corrente, no próximo 1 ponto baixo, no próximo 1 ponto baixo 1 corrente, no próximo 1 ponto alto, 1 corrente, siga sempre assim até o final da carreira e feche.

Pantufa de crochê

Com a ajuda do passador passe uma fita na penúltima carreira, aquela de pontos altos normais, de 3 em 3 pontos.

Pantufa de crochê

Preguei 2 botõezinhos na frente…

Pantufa de crochê

De lado fica assim…

Pantufa de crochê

Mais um modelo feito com carinho para vocês. Aproveitem!

“Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez”
Jean Cocteau

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Avental de patchwork

Por Sula em 17 de agosto de 2011

em Patchwork

Trabalhos domésticos uma hora ou outra todas nós precisamos fazer, não tem jeito. Mas até nesta hora é bom ficarmos arrumadinhas, bonitinhas, apresentáveis, fazendo inveja para as vizinhas, rsrs. Avental todo sujo de ovo, do tempo das vovós não está com nada.

Por isso fiz este avental de patchwork.

Quem está segurando a pose nas fotos é a Néia, minha fiel escudeira, secretária, vendedora das minhas artes, aquela que liga a noite para saber se estou bem, que faz pudim e cueca virada, que guarda as coisas e  jamais encontramos novamente, pau pra toda obra mas que tem que ficar arrumadinha, em cima dos trinques, chique no úrtimo, kkkkkkkkkkkkkk

Avental de patchwork

O cesto de maçãs é um bolso. Caseado todo na máquina, poupei meus dedinhos..

Avental de patchwork

As alças se cruzam nas costas, é pra não escapar de jeito nenhum…

Avental de patchwork

Tem mais pra sair da longa fila de espera. Uma fila interminável e que aumenta cada dia mais. Ainda bem.

Obrigada pela colaboração Néia querida!

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Sapato de tricô da Heloísa

Por Sula em 16 de agosto de 2011

em Crochê, Variados

Essas minhas amigas são mesmo DEMAIS. Agora é a vez da Heloisa, amiga linda e fofa e o sapato dela, uau, arrasou.

Sabe onde ela está toda faceira?  Nas montanhas do Espírito Santo, lugar lindo e frio, que chique hein. E ela só no sapatinho, desfilando por lá, com o pezinho quase dentro do fogo, kkkkkkkkkk

Parabéns Helô, gostei da combinação de cores. Faça mais, vc leva jeito!

Sapato de tricô da Heloisa

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Libélula em crochê

Por Sula em 15 de agosto de 2011

em Crochê, Receitas

Libélula em crochê

Uma graça esta libélula em crochê. Podemos aplicá-la em camiseta, bolsa, cortina, mochila, pano de prato, vestido, estojo, usar como imã e em muitos outros trabalhos que fizermos.

Pra deixá-la mais chique e glamurosa enfeitei-a toda com vitrilho.

Receita:

Linha (usei a Bella), agulha de crochê compatível com o fio escolhido.

15 correntinhas- eu sei fazer um cordãozinho bem legal pra ser usado neste caso mas não sei ensiná-lo através de fotos, quem sabe um dia eu faça um vídeo- então façam a correntinha com fio duplo.

No final das 15 correntinhas façam 3 correntes, 2 pontos altos na 1ª dessas 3 correntes, fechem esses 3 pontos como um ponto pipoca, mais 3 correntes e volte em cima do ponto pipoca e feche com 1 ponto baixíssimo- está feita a cabeça dela.

Corte o fio e o esconda entre os pontos.

Pegue outra cor de fio e amarre na base onde começou a cabeça (onde fez as primeiras 3 correntes), 6 correntes, 2 pontos altos triplos (3 laçadas na agulha), presos na base das 6 correntes, cada ponto que fizer não os feche totalmente, quando tiver 3 laçadas na agulha, feche de uma vez só.

Mais 6 correntes, prenda na base delas.

8 correntes, 2 pontos altos quádruplos, presos na base e só fechados todos juntos no fim, 8 correntes prender na base.

Terminou uma asa.

Passe para o outro lado caminhando com o fio e repita as asas só que agora ao contrário, primeiro faça a asa maior, com 8 correntes e depois a menor, com 6 correntes.

Para as antenas, corte um pedaço de fio e amarre na ponta da cabeça.

Olhando a foto dá para ver o lugar certo onde ficam as asas.

Espero que tenham gostado. Aproveitem!

“A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive”
Mahatma Gandhi

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Os Beatles, a nossa música e o Dia dos Pais

Por Sula em 14 de agosto de 2011

em Variados

nós-2

Quando o Edgar e eu  namorávamos em 1971…peraí, vou fazer a conta…………………….ah, sim, a 40 anos atrás, vixe….ele sempre tocava esta música dos Beatles pra mim,  And I love her.

Tocava não, quanta pretensão, fazia os primeiros acordes dela aquele “tum, tum, tum, tum” e eu amava, me derretia toda, kkkkkkkkkkk

Até hoje ele pega o violão e lá vem o “tum ,tum ,tum, tum”, ele entra na cozinha ou em qualquer outro lugar onde eu esteja, de violão em punho, em pé mesmo e “toca”.

É a alegria da casa, kkkkkkkkkkkk. Te amo meu amor!

Sei que não é o dia dos namorados mas faço aqui uma homenagem a ele, homenagem pelo dia dos pais.

Se tem alguém que pode simbolizar este dia em grande estilo é o Edgar. Grande pai, avô, marido, amigo, companheiro.

Aquele que nunca sabe dizer não pra nós todos. Aquele que põe a família em 1º lugar sempre. Que todos os dias prova através de atos como é grande o seu amor por nós. Pessoa sem egoísmo, sem defeito, só algumas pequenas manias, rsrs.

Agradeço a Deus por  tê-lo colocado na minha vida e que Ele lhe dê muita saúde.

Beijos benhê…“ETA”

 

 

Tradução da música de Lennon e McCartney:

E Eu A Amo (And I love her)

Eu lhe dou todo meu amor
Isso é tudo que eu faço
E se você visse meu amor
Iria amar ela também
E eu a amo
Ela me dá tudo
E delicadamente
O beijo que minha amante traz
Ela traz a mim
E eu a amo
Um amor como O nosso
Nunca pode morrer
Contanto que eu
Tenha você perto de mim
Luminoso como as estrelas que brilham
Escuridão é o céu
Eu sei este meu amor
Nunca morrerá
E eu a amo
Luminoso como as estrelas que brilham
Escuro é o céu
Eu sei que esse meu amor
Nunca morrerá
E eu a amo

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Sou apaixonada por este ponto entrelaçado em tricô, por isso fiz este PAP (passo a passo).

Ele pode ser usado em vários trabalhos como: cachecol, touca, meia, xale, manta, lenço de pescoço, colcha, bolsa e o que mais a invençao mandar.

Você decide de que tamanho quer os motivos, se for algo pequeno, como uma meia ou uma touca pode-se fazê-lo com

6 pontos (exemplo), se for uma peça maior como uma manta pode ser feito com 12 ou 15 pontos.

Mas para mostrar eu fiz com 12 pontos cada motivo. Coloquei 48 pontos (dá para fazer 4 motivos).

Vc só vai trabalhar com os primeiros 12 pontos assim:

1ª carr.: (avesso) 2 tricôs, virar o trabalho…

2ª carr.: 2 meias, virar…

3ª carr.: 3 tricôs (o terceiro ponto virá da agulha esquerda), virar…

4ª carr.: 3 meias, virar…

5ª carr.: 4 tricôs ( o quarto ponto virá da agulha esquerda), virar…

Faça assim até obter 12 pontos na agulha direita, veja na foto como fica…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Faça a mesma coisa com os próximos 12 pontos, coloquei em agulhas separadas para melhor visualização…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Quando terminar os 12 pontos faça os próximos 12 pontos da mesma forma…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Vai fazendo de 12 em 12 pontos até o final da carreira…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Quando terminar troque a cor da lã, ou fique com a mesma mas é mais bonito em 2 ou até mais cores, troquei também a cor do fundo para as fotos ficarem mais nítidas já que agora usarei a cor preta.

1ª carr.: 2 meias, vire…
2ª carr.: 2 tricôs, vire…
3ª carr.: 1 aumento (pegue a alça do ponto debaixo, coloque na agulha esquerda e faça um meia nele), 1 meia, 1 mate simples ( passe um ponto sem fazer, faça o próximo ponto em meia- que é da outra cor- e passe o ponto sem fazer por cima do último ponto), vire…
4ª carr.: 3 tricôs…
5ª carr.: 1 aumento, 2 meias, 1 mate simples, vire…
6ª carr.: 4 tricôs…
Continue desta maneira até pegar o último ponto da outra cor…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Agora pegue 12 pontos na lateral da outra cor, continuação do trabalho…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Para ser mais fácil de pegar use uma agulha de crochê, não faça os pontos só os coloque na agulha…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

O último ponto é o primeiro dos 12 que estão na agulha esquerda e neste faça 1 meia nele…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Avesso tricô, no direito faça os pontos em meia, no último faça um mate simples, pegando um da outra cor sempre…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Aqui estão todos prontos…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Para fazer a ponta do triângulo: pegue 12 pontos na beirada de fora do primeiro motivo, volte pegando 2 tricôs juntos no começo da carreira, avesso meia…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Até sobrar só 1 ponto na agulha…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Troque a cor da lã, pegue 11 pontos na lateral do motivo anterior, como a carreira estará no avesso cuidado na hora de puxar o fio de outra cor para ele não aparecer no direito, faça sempre 2 tricôs juntos no final da carreira, sempre pegando um ponto da outra cor…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Ficará assim… Vá para o próximo motivo pegando na lateral do motivo anterior e assim sucessivamente até o final da carreira…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Para finalizar o trabalho você tem que estar sempre na carreira que tem o triângulo na ponta, quando terá só 1 ponto na agulha, pegue 11 pontos na lateral, volte com ponto meia…

Pap-ponto entrelaçado em tricô

Na próxima carr. comece fazendo um mate simples na ponta (1 sem fazer, 1 meia e passe o sem fazer sobre o meia feito), continue a carr. em tricô, até o último ponto, então pegue junto este último ponto com o primeiro da outra cor, entenderam?

É um mate simples no começo e 2 pontos juntos no final. Quando ficar com um ponto só na agulha direita, pegue 11 pontos na próxima lateral e faça a mesma coisa, até chegar no final da carreira toda.

Ele vai se fechando com meios triângulos como na lateral, e não com os quadrados do meio…

Pap ponto entrelaçado em tricô

Olha como fica, aí tem o começo o meio e o fim, quando tem mais carreiras no meio fica mais bonito, é claro, mas só fiz uma amostrinha. Pode parecer difícil mas quando começam a fazer, ele mesmo vai mostrando que lado seguir.É bem gostoso de tricotar.

Pap ponto entrelaçado em tricô

Dependendo da lã e ou agulhas usadas, ou até mesmo o tipo de ponto da tricoteira, apertado ou largo, o trabalho pode ficar um pouco abaulado, repuxado, então é bom blocar…passar a ferro, coloque um pano sobre o tricô e use ferro a vapor.Assim ele ficará retinho.

Então está aí, feito com carinho para vocês. Aproveitem!

“Como você punirá aqueles cujo remorso já é maior do que os seus crimes?”
Khalil Gibran

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Mais máscaras de gesso

Por Sula em 12 de agosto de 2011

em Variados

Consegui terminar todas as máscaras de gesso, entreguei e já foram para bem longe daqui enfeitar uma parede…

Máscaras de gesso

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